
O Caçador de Pipas
Em primeiro lugar queria agradecer aos meus amigos Ciro e Cássia. Em 2006,cada um me mandou um livro de presente de aniversário. Mas só li os livros no ano seguinte. E foi importante para mim, porque através deles, voltei ao prazer da leitura literária, não apenas jornais, revistas, hqs, mangas, rs. Entre os livros que li, o que mais me perturbou, foi Budapeste, de Chico Buarque, que pretendo abordar em algum post.
Mas foi no final do ano passado que comecei a ler O caçador de pipas, de Khaled Hosseini. Confesso que no início houve um preconceito da minha parte. Em parte por ser um best-seller, e é realmente bobagem e preconceito porque muitos bons escritores e bons livros não são apenas de conhecimento de alguma elite, ainda bem. Que bom que escritores do nível de um Milan Kundera, Gabriel Garcia Márquez, Chico Buarque, Rubem Fonseca tem uma legião de fãs espalhados por diversos cantos do planeta.
O caçador de pipas apareceu em um momento oportuno, em um mundo pós-atentado de Nova York, as explosões nas torres gêmeas, período que o presidente W George Busch calcou sua administração pelo terrorismo. Boa parte do povo do oriente médio ficou marcada pela mídia como o grande mau do século 21, o Talebã, a religião islâmica, ficou tudo misturado numa salada só com o estigma do terror.
O livro retrata três décadas da história do Afeganistão, dos anos de 1970 até esse início dos anos 2000.No início dos anos 70, ainda era uma monarquia, passou por uma invasão russa, em pleno período de guerra-fria onde ainda havia a União Soviética, e o mundo era dividido entre capitalismo e comunismo , anos 80, com Ronaldo Reagan como presidente dos EUA, até o surgimento no Afeganistão do Talebã, terminando um pouco depois do ataque contra as torres gêmeas.
Mas o livro fala realmente de amizades, culpa, e finalmente , de redenção, em busca de uma segunda chance.
Na verdade, esses acontecimentos históricos são panos de fundo para mostrar a história de Amir , desde a sua infância até perto de completar 40 anos. Amir e Hassan cresceram juntos, apesar de serem de etnias (Amir, da etnia Pashtun, filho de uma família rica, e Hassan, da etnia hazara- considerada uma etnia baixa, inferior- filho do empregado da família de Amir), sociedades e religiões diferentes. O laço que os une é muito forte, pois mamaram do mesmo leito. A primeira palavra que Amir aprendeu , foi baba (pai), a de Hassan, Amir. A partir daí está estabelecido todo o conflito que norteará toda a primeira parte do livro, que mostra a infância de Amir: Amir, dividido entre a amizade e a lealdade de seu amigo puro e ingênuo, Hassan, ao mesmo que tempo que busca o afeto e atenção de seu pai. Mas foi em um campeonato de pipas que o garoto da etnia Pashtun decidiu que seria o vencedor , com isso ter o orgulho e amor de seu pai. Hassan estava disposto a ajudar seu amigo em tal tarefa: ¨Por você , faria isso mil vezes¨ é uma das frases que Hassan costumava usar. Nos campeonatos de pipa os dois formavam uma bela dupla: enquanto Amir sabia empinar com graça e perfeição, era Hassan quem corria e pegava as pipas que caíam .Nesse campeonato , a grande diferença é que os dois foram os grandes vencedores, Amir ao empinar e Hassan foi correndo atrás da pipa azul, a última pipa. Isso custou a Hassan um preço muito alto, Amir presenciou , mas não fez nada para impedir tal acontecimento trágico. A partir daí , Amir carrega a culpa de não ter ajudado seu melhor amigo. Culpa tamanha, que fez com que armasse um plano para Hassan e seu pai fossem embora de sua casa.
Os anos se passaram e a história pula pros anos 80, Amir e seu pai foram obrigados a fugir do Afeganistão devido à invasão russa, foram viver como imigrantes nos EUA. Era o período da guerra fria onde os Estados Unidos mergulhavam no mais profundo conservadorismo moral e recessão econômica. Para Amir, uma chance de mudar de vida, esquecer o passado.
O livro começa no início dos anos 2000, Amir com 38 anos, formado na sua profissão de escritor , casado. Recebe um telefonema que faz com que tenha que voltar ao Afeganistão, simbolizando uma chance de se redimir do passado em busca do perdão.
Quando comecei a ler o livro, não sabia que se transformaria em longa-metragem.
O filme estreou no Brasil no último dia 18, com boas críticas.
Há diferenças: o livro é narrado na primeira pessoa, através do personagem Amir, e o filme é tratado de forma impessoal. A infância do garoto é passada rápida e falta a cumplicidade entre o narrador e quem assiste. Mas o diretor Marc Foster (¨A ceia¨, ¨Em busca da terra do nunca¨) soube preservar o essencial do livro.
Embaixo trechos de algumas críticas para quem se interessar em assistir ao filme
17 de janeiro de 2008, 10:31 | Estadão Online
Nas telas, 'O Caçador de Pipas' mantém moral do livro
Dirigido por Marc Forster, longa preserva mensagem de que sempre há uma segunda chance para todos
Alysson Oliveira, da Reuters
Tamanho do texto? A
Divulgação
Cena de 'O Caçador de Pipas'
SÃO PAULO - Sucesso editorial no mundo inteiro, O Caçador de Pipas, do afegão Khaled Hosseini, não demorou a chegar às telas do cinema, mantendo os ingredientes que agradaram a milhões de leitores de todas as nacionalidades, como o exotismo do Afeganistão, a luta contra a adversidade e a culpa e, finalmente, a redenção.
Veja também:
Trailer de 'O Caçador de Pipas'
Dirigido por Marc Forster (A Última Ceia) a partir de um roteiro de David Benioff (Tróia), o filme reduz ao máximo as nuances existentes no livro original, porém preserva a mensagem de que não importa o que uma pessoa tenha feito no passado, sempre há uma segunda chance.......
18/01/2008 - 08h50
Diretor recria universo literário com respeito
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SÉRGIO RIZZO
do Guia da Folha
Enquanto o recente "O Amor nos Tempos do Cólera" demonstra como as escolhas
s que levam a uma adaptação literária podem ser infelizes, "O Caçador de Pipas" aponta para um caminho mais bem-sucedido, ainda que conservador. À maneira de outras transposições com boa resposta nas bilheterias, o diretor Marc Forster ("Em Busca da Terra do Nunca" e "Mais Estranho que a Ficção") conduz um projeto comportado que, em linhas gerais, procura respeitar as coordenadas do original (desenvolvimento da trama, caracterização de personagens e cenários)........
Versão para o cinema de 'O caçador de pipas' agrada quem leu o livro. Leiam críticas
Publicada em 18/01/2008 às 09h43m
O Globo Online
RIO - Um dos filmes mais esperados deste início de 2008, "O caçador de pipas" (veja o trailer) , baseado no best-seller do afegão Khaled Hosseini, chegou nesta sexta-feira aos cinemas brasileiros (confira outras estréias) . Para conferir o badalado lançamento, O GLOBO ONLINE mandou dois repórteres fãs do livro verem o filme, dirigido por Marc Forster ("A Última Ceia") a partir de um roteiro de David Benioff ("Tróia"), e escreverem suas impressões.
Para o jornalista Jamari França, os milhões de leitores do romance podem encarar o filme sem medo. Segundo ele, o essencial do livro passado no Afeganistão está lá, e diretor recrutou um elenco afinado com a história
Já para a repórter Luísa Valle, o início do filme pode causar um pouco de estranheza para quem leu o livro pela rapidez com que a infância das duas crianças no Afeganistão, assim como a mudança no relacionamento delas, é retratada. De acordo com ela, apesar de todos os fatos essenciais para que a trama seja compreendida estejam lá, a sensação da falta de um narrador ou de uma interação maior entre os personagens para que os conflitos sejam mais aparentes é inevitável. Apesar disso, Luísa acredita que quem leu o romance vai gostar do filme.
14 de janeiro de 2008
Portal Cinegospel
"O caçador de pipas" é um filme para adultos, com temas que vão do abuso sexual infantil a atrocidades de guerra, passando pelo sistema ultraortodoxo islâmico do Talebã. Mas o que mais pesa na balança é a discussão sobre amizade e a profundidade da trama, digna de palmas numa época em que a carência de boas histórias é suprida com efeitos especiais em profusão. O filme mostra que o perdão e a possibilidade de mudanças são não só possíveis no mundo de hoje, mas algo que engrandece o ser humano e o aproxima do ideal de comportamento que Deus traçou para nós.
Moralmente, o longa-metragem é impecável. Embora a cena do estupro possa causar um grande mal-estar, é essencial para a construção do todo. Deixar de assistir a este filme é perder uma grande oportunidade de desfrutar daquilo que o cinema tem de melhor.
Maurício Zágari Tupinambá
Equipe CINEGOSPE
1 comentários:
Meu amigo querido com Cara de Mangá!! O meu contador de Histórias!!
É. eu até peguei duas pipas pra gente soltar ...correndo ,e até pendurado na janela aqui do meu prédio eu fiquei..
rsrsr.. pq vc sabe que ainda vamos soltar pipa neh??? xD
Opa.. so isso não.. ainda tem o projeto Sashimiburguer... aahh.. pensou que eu esqueci neh.. não não.. jah to até deixando registrado aqui!!
ksPOKASopka...
Gosto muito de conversar com vc.. vc tem muita importancia pra mim!!
Bjo grandão no seu coração!!
Fica com Deus meu amigo!!
xD
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