Terça-feira, Janeiro 24, 2012

Minha impressão quase um ano após o terremoto

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  Por Daniel Miyagi
    Pesquisadores da Universidade de Tóquio disseram no dia 23/01 , alertando empresas e indivíduos para que se preparem para tal evento.A ocorrência de um grande terremoto em Tóquio nos próximos anos é muito mais provável do que prevê o governo.
     Há um risco de 70% de que um tremor de magnitude 7 sacuda a parte sul da três décadas. Um terremoto de magnitude 9, o mais forte da história do Japão, e um subsequente tsunami devastaram a costa área metropolitana da capital japonesa nos próximos quatro anos, afirmou o Instituto de Pesquisas deTokyo, enquanto que o governo estima uma probabilidade de 70% de um evento assim nas próximas nordeste do país em março passado.
      "O risco de um terremoto de magnitude 7 acontecer (na área) aumentou desde o tremor de março", disse Shinichi Sakai, um professor associado do instituto. "No momento, governo, indivíduos e empresas devem se preparar para isso".
    Uma autoridade do governo disse que a estimativa da Universidade de Tóquio se baseou em um modelo diferente. Os cálculos da universidade levam em conta o aumento da atividade sísmica desde março, enquanto o governo utiliza dados mais antigos.
     Quintuplicou o número de tremores na área metropolitana de Tóquio desde o desastre de março, afirmou a equipe de pesquisadores, baseando seus cálculos em dados da Agência Meteorológica do Japão.
      O Japão, situado no "Anel de Fogo" - um arco de vulcões e valas oceânicas que circundam em parte a Bacia do Pacífico - responde por cerco de 20 por cento dos terremotos de magnitude 6 ou mais em todo o mundo.
    Tomara que eu não esteja aqui caso aconteça, moro bem ao lado de Tokyo, e tõ com planos de me mudar pra lá.
    Agora, falando um pouco da experiência do terremoto do ano passado, eu fiquei espantado como os japoneses estão treinados para esse tipo de situação. Quando ocorreu o terremoto, não era um terremoto comum, e sim o maior terremoto dos últimos tempos no Japão, e mesmo assim, eles, os japoneses estavam parados, estáticos, esperando o tremor parar  (o normal, quando um terremoto aparece, e é fraco, e não durar nem 30 segundos, e esse durou sei lá, dois minutos, um pesadelo). Quem estava gritando (eu estava na firma, no meio do serviço na região de Yamaga, isto é bem próximo a Miyagi, Iwate e Fukushima)? Eram os estrangeiros (asiáticos na maioria, e alguns altinos e um ou outro americano) que estavam gritando, histéricos, desesperado. Eu pensei: "vou ficar olhando os japoneses, enquanto eles estiverem calmos, é porque não há o que se preocupar, se caso eles também entrarem em pânico, é porque aí o caso é grave" 
     Bom , era grave e eu não sabia, já que naquele momento, a eletricidade havia cortado e o acesso a internet também. A nossa sorte que Yamagata não tinha mar portanto , não houve tsunami. Só no dia seguinte, quando parte da eletricidade que veio, que ficamos sabendo da dimensão , do tsunami.
     Triste é que quase um ano depois, há ainda famílias desabrigadas, casas ainda estão sendo reconstruídas. 
     Mais triste ainda é a população de Fukushima que está sentindo na pele as consequências da radiação nuclear. A economia de Fukushima está em crise, já que a agricultura foi afetada pela radiação e ninguém quer comprar alimentos vindos de lá, mesmo quando o governo esclarece que nem todo alimento produzido em Fukushima está com radiação.
     Muitas escolas de Fukushima estão em situação de abandono com classes semi-vazias, e algumas crianças estão sofrendo bullyng de amigos de cidades vizinhas.
     Artistas japoneses, cantores jpop e atores de doramas (novelas japonesas são solidários e promovem atos e shows em prol das vítimas do terremoto. Existem também alguns brasileiros que fazem trabalho voluntário.
     Mas o estigma do cidadão que mora em Fukushima, o preconceito que muitos japoneses e estrangeiros desinformados tem de se contaminarem  com um morador de Fukushima é grande. Na minha opinião, mais do que reconstruir as casas e recuperar os empregos e a economia das regiões  afetadas, é vencer o preconceito que infelizmente persistirá por muitos anos, o morador de Fukushima

Daniel Miyagi

3 comentários:

FABIOTV disse...

Olá, tudo bem? Na minha memória, isso parece que faz mais de um ano.. Dois, no mínimo.. Engraçado isso... Sobre O Brado Retumbante: eu vejo mensagens subliminares.. A Globo gosta realmente de ser alvo de discussões.. Abraços, Fabio www.fabiotv.zip.net

Lucas - www.cascudeando.zip.net disse...

Eu não consegui comentar no post anterior. Então, você já se vingou de mim com a história da Luiza hehehe... Valeu a participação especial. Gosto muito do que encontro aqui blog, Daniel. Abraço!
Lucas - www.cascudeando.zip.net

Perdida no Japão disse...

Olá, tudo bem.
Gostei muito do seu post. Estive no Japão há dois anos atrás, e agora estou de volta. Percebi que muita coisas mudou dps desse terremoto.

Também tenho um blog chamado "Perdida no japão" e gostaria de saber se é possivel firmarmos uma parceria.

No aguardo.

Thais Fioruci