Sábado, Fevereiro 18, 2012

Primeiro-ministro japonês aprova texto que propõe ampla reforma fiscal

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Por Daniel Miyagi

 Em meio a uma série de dificuldades econômicas decorrentes da crise internacional e dos impactos dos acidentes nucleares ocorridos no ano passado no Japão, o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, aprovou ontem(17) uma ampla proposta de reforma fiscal. A iniciativa é avaliada como o primeiro passo para ratificar o polêmico reajuste de impostos e tarifas públicas.
Assisti ontem, o noticiário do jornal NHK News 9, é o Jornal Nacional do canal público. O primeiro-ministro Yoshihiko Noda esteve nos estúdios do jornal, dando uma entrevista, explicando a necessidade da aprovação do texto da reforma fiscal. Noda alertou na necessidade dessa reforma, pois o Japão pode ser a bola da vez no rebaixamento de notas das agência de risco, e ser o desencadeador asiático da crise econômica mundial.

No texto da proposta, o governo sugere reajustar, em 2014, o imposto sobre o consumo de 5% para 8%. Depois, em 2015, o aumento deve chegar a 10%.

De acordo com as autoridades japonesas, o objetivo da reforma fiscal é cobrir os custos da Previdência e revisar as despesas públicas. Também está em estudo a redução do número de assentos no Parlamento – formado pelas Câmaras de Representantes, com 48 membros, e a de Conselheiros, com 242 integrantes.

Só esse ano, o parlamento japonês aprovou diversas vezes o orçamento para o ano fiscal de 2012, devido as despesas para a reconstrução dos locais afetados pelo terremoto e tsunami na região de Miyagi e Iwate
O governo pretende ainda reduzir os salários dos funcionários públicos. As autoridades japonesas devem apresentar a reforma fiscal ao Parlamento no final de março. Os parlamentares devem referendar o texto para ele passar a valer.

A economia japonesa encolheu em um ritmo anual de 2,3% no último trimestre de 2011, sendo o dobro previsto pelos analistas. As exportações foram totalmente afetadas pela forte valorização do yene, pela crise na União Européia, e as enchentes na Tailândia. Sem falar no terrível terremoto ocorrido em 11 de março do ano passado e o desastre nuclear em Fukushima.

Em consequência disso, os saláiros no Japão caíram pela primeira vez em 2 anos. Segundo o Ministério do Trabalho, os salários para os trabalhadores em 33.000 empresas no ano passado tinham uma média de ¥ 316.000 yenes por mês mais ou menos  U$4.150 dólares, uma queda de 0,2% em relação a 2010. Foi o segundo nível mais baixo desde que começou a pesquisa em 1990

Nessa sexta (dia 17/02), o índice Nikkei subiu 1,58%, o maior nível dos últimos seis meses, com as exportadoras e as financiadoras liderando ganhos, e o dólar fechou na casa dos 79 yenes, motivo de comemoração para as fábricas exportadoras.
Os motivos eram os sinais de que as autoridades financeiras da zona do euro aprovarão em breve o resgate financeiro à  Grécia, dados de uma melhora na indústria e o emprego nos Estados Unidos e a expectativa da aprovação do texto pelo primeiro-ministro Yoshihiko Noda

Segundo pesquisa realizada pela NHK mês passado ,o apoio à gestão do governo de Yoshihiko Noda subiu para 31%, segundo pesquisa realizada pela NHK. No mês passado a aprovação foi de 30%. A desaprovação caiu em relação à enquete anterior para 48%. No entanto, continua sendo superior a sua aprovação.  Mas o dado importante dessa pesquisa e que não se comenta é que é a primeira vez que um primeiro-ministro  depois de 3 anos, consegue estagnar a curva descendente de popularidade.

Normalmente, ao começar o mandato, o primeiro-ministro japonês (seja ele qual for)  tem uma boa aprovação, devido a expectativa de melhorar a condução da economia, e ao longo do tempo sua aprovação ir declinando.

Resta saber como a população vai reagir com o anúncio dessa reforma fiscal proposto por Noda já que a maioria esmagadora da população japonesa é contra o aumento do imposto sobre o consumo.
Daniel Miyagi

1 comentários:

FABIOTV disse...

Olá, tudo bem? A sorte do Brasil foi a disparada no preço das commodities, principalmente do minério de ferro que ganhou um incremento nas exportações da China... Isso é um fator que ajudou o Brasil nos últimos anos....Espero que o Japão se reestabeleça! Abraços, Fabio www.fabiotv.zip.net