Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

O lado positivo do Fabrício

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CIÊNCIA/SAÚDE 01
Corajoso  e comovente (sem ser piegas) depoimento



O Lado Positivo do Fabrício from Fabio Bagatoli on Vimeo.

Vídeo postado originalmente no Superpride


Pais autoritários são mais propensos a criarem filhos delinquentes, diz pesquisa

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 Daniel Miyagi 08
 Pais autoritários são mais propensos a criarem filhos delinquentes, diz pesquisa
Do UOL

De  acordo com uma pesquisa da Universidade de New Hamshire (UNH), nos Estados Unidos, publicada na edição de fevereiro do "Journal of Adolescence", pais altamente controladores, autoritários e explosivos são mais propensos a criarem filhos delinquentes.
Segundo o estudo, realizado desde 2007 com estudantes de ensino fundamental e médio, há uma diferença no tipo de autoridade que os pais impõem dentro de casa, classificados como: exigentes, autoritários e permissivos. Em nota sobre a pesquisa, Rick Trinkner, doutorando da UNH e um dos responsáveis pelo estudo, diz que o estilo de educação dos pais pode interferir na visão e no comportamento de seus filhos. "Os adolescentes que percebiam os pais como autoridades legítimas são menos propensos a terem comportamentos delinquentes", disse.
Notou-se que pais classificados como exigentes são controladores, mas, também, calorosos e receptivos às necessidades de seus filhos. Eles conversam abertamente, explicando às crianças os limites e regras estabelecidas. De acordo com o estudo, pais com essas características criam crianças auto-suficientes, contentes e com autocontrole.
Os pais permissivos, porém, acabam não estabelecendo limites, mas ainda são receptivos às necessidades de seus filhos. Por não haver regras estabelecidas, as crianças não sentem que seus pais estão realmente presentes, muito menos possuem alguma autoridade real. Isso não os faz terem mais ou menos chances de serem delinquentes futuramente, mas os filhos sentem falta de uma relação paternal que os guiem.
Já os pais autoritários são pouco receptivos. As regras são estabelecidas sem explicações ou chance de argumentação. Nesse caso, espera-se que as regras sejam obedecidas sem contestação. O resultado é a criação de filhos menos auto-suficientes, descontentes e sem noção de autocontrole.
"Quando as crianças consideram seus pais autoridades legítimas, eles confiam e sentem que têm a obrigação de fazer o que eles mandam. Esse é um atributo importante para qualquer figura de autoridade, já que o pai não precisa usar um sistema de recompensa e castigo para controlar o comportamento dos filhos, sendo mais provável que a criança siga as regras quando os pais não estejam presentes fisicamente", diz o pesquisador Rick Trinkner.
Segundo a pesquisa, os resultados mostram que criação de legitimidade dos pais é uma técnica para que os adultos tenham controle sobre seus filhos. Além disso, pais exigentes possuem mais chances de serem obedecidos do que os autoritários ou permissivos --nesse caso ocorre o efeito contrário: os filhos tendem a minar a autoridade paterna sendo mais rebeldes.

Domingo, Fevereiro 26, 2012

Especulações sobre movimentações na mídia

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 MÍDIA 01

Segundo o jornalista Luis Nassif, está havendo um movimento de especulações sobre veículos de comunicação.
Transcrevendo o que ele escreveu, recentemente a UOL fechou capital. Faz parte de uma operação conduzida pelo Pactual. Há rumores no mercado de que o passo seguinte será reabrir o capital mas na Bolsa de Nova York.
O segundo movimento - ainda no campo das especulações - seria adquirir o grupo O Estado de S. Paulo, há algum tempo à venda.
Dois outros movimentos deverão ocorrer em breve. Um, na Rede TV, que vem enfrentando dificuldades crescentes. Dois anos atrás conseguiu média de audiência de 5 pontos e possibilidade de ascensão. Agora, é de 2 pontos com possibilidade de queda. Os donos não se entendem e mantém modos de vida faustosos, incompatíveis com os prejuízos registrados pela rede.
A interlocutores preocupados, em Brasilia, informaram que já possuem um comprador pronto a entrar.
Há tentativas de alguns grupos, ligados ao PT, de adquirir o portal iG.
 O link é esse.

Outra especulação que corre é a volta de um outro grupo interessado no canal Band Sports.


Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012

Brasileiro tem direito a atendimento médico gratuito em 7 países

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 Brasileiro tem direito a atendimento médico gratuito em 7 países
Da Folha.com


 TATIANA RESENDE
DE SÃO PAULO
Os brasileiros que contribuem para a Previdência Social, além de seus dependentes, têm direito a atendimento médico gratuito na Itália, em Portugal, no Chile, na Grécia e em Cabo Verde.
O dado mais recente disponível no Ministério do Turismo aponta que mais de 770 mil viajaram para os três primeiros países em 2010.
Na Argentina e no Uruguai nem é preciso ser segurado do INSS para ter o benefício.
O seguro-viagem, que muitas vezes é comprado com a passagem, traz outras coberturas --logo não é possível mensurar quanto o turista poderia economizar.
Marcelo Justo/Folhapress
Gondoleiro manobra no canal de Veneza, na Itália
Gondoleiro manobra no canal de Veneza, na Itália
"O mais simples inclui morte, invalidez por acidente e perda de bagagem", afirma Alexandre Penner, gerente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
De acordo com Edmar Bull, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens, "quase 100% dos pacotes das operadoras já incluem a assistência-viagem".
Para quem quiser "apenas" ter assistência farmacêutica, odontológica, ambulatorial e hospitalar na rede pública nesses cinco países, é preciso obter o Cdam (Certificado de Direito à Assistência Médica), emitido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, com a apresentação do passaporte e de comprovantes de contribuição ao INSS, entre outros documentos.
QUEDA
No ano passado, o órgão emitiu 13.895 certificados, número 27,1% menor do que o registrado em 2010. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul lideraram as solicitações (veja locais de emissão em todo o país).
Um dos motivos da queda nessa comparação foi a saída da Espanha, em junho passado, da lista de países que têm acordo com o Brasil. O número não é maior porque os visitantes são atendidos na rede pública brasileira sem nenhuma exigência.
"Os estrangeiros já têm acesso a todo o sistema de saúde pública", afirma Adalberto Fulgêncio, diretor do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), órgão responsável pela emissão dos certificados.
O Chile também contribuiu para a retração, já que suspendeu o atendimento na erupção do vulcão Puyehue.
Com o fim da exigência de emissão do Cdam para ser atendido nos vizinhos Argentina e Uruguai no ano passado, os números desses países também diminuíram.
Segundo Fulgêncio, a validade do documento varia "de acordo com a necessidade do viajante", mas tem prazo máximo de um ano, com possibilidade de renovação.

Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress

2012 não foi o ano do carnaval

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  BLOGOSFERA  01   23/02/2012
   
     Por Daniel Miyagi

     Definitivamente, o ano de 2012 não foi um ano bom para o carnaval no Brasil. Mesmo morando longe do Brasil, no Japão, entre os brasileiros sempre se fala dessa época festiva. Mas acho que devido a crise do Japão, e entre os estrangeiros os brasileiros são os quem mais sofrem , perdendo seus postos de trabalho.
     Dando uma olhada no que ocorreu na blogosfera na época, pude ver que não foi o único a ter esse tipo de sensação.
     A cobertura televisiva sofreu um baque, tendo uma baixa em sua audiência.  André Santana, em seu blog
Tele-Visão ,  ,  , mostrou que não apenas a Globo, mas praticamente todas as emissoras de canal aberto sofreram essa baixa.
     Já Fábio Dias do blog  O Cabidel Fala teve uma boa sacada e mostrou a história do carnaval , inclusive no Brasil .
    Parecia que os deuses conspiravam contra essa grande festa esse ano. Me refiro principalmente a apuração do carnaval paulistano e o deprimente festival de violência e barbárie que se instalou. Nas redes sociais pude acompanhar bem o relato de quem estava há hora, ou de quem assistia a tv. Prova que ainda falta muito para o Brasil se tornar um verdadeiro país desenvolvido,   onde a falta de educação precária (aí incluo tanto a pública como a privada)  , a exclusão social nas grandes periferias das grandes sociais e o desamparo dos jovens ainda se alastra de forma assustadora.
     Sorte de quem aproveitou o carnaval como feriado e optou com outro tipo de lazer. Se eu estivesse em São Paulo, provavelmente aproveitaria a cidade semi-vazia para ir no cinema, já que adoro filmes. Como estamos em contagem regressiva para o Oscar, assistiria os filmes indicados que ainda não assisti. Se for com amigos ou apenas para me divertir, assistiria Hugo Cabret. Daniel Cury fez uma bela crítica no Cinen(ação) sobre o filme, e concordo inteiramente com ele, quando diz que o Scorsese anda irregular ultimamente.
     Vamos torcer que ano que vem ocorra tudo bem no carnaval  e que essa festa volte brilhar e alegrar o povo brasileiro do jeito que ele merece.

     Daniel Miyagi

      Cinem(ação) é  um site, segundo seus editores onde a 7 arte com um olhar mais voltado para o mercado nacional, mas sem esquecer do cinema como um todo.

     O Cabide Fala é um site cultural. Cabide é algo que você segura, coloca, marca, usa, utiliza e ESCOLHE. Um cabide de informações cabíveis para todos os gostos e jeitos.

     Tele-Visão,  voltado para quem gosta de televisão, com uma visão própria com análises bem informativas do editor André Santana

    
 

Terça-feira, Fevereiro 21, 2012

RAPIDINHAS 21/02/2012

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NOVAS SEÇÕES: Esse semana vai ter novas seções aqui no blog: Rapidinhas, Mídia e Blogosfera. Rapdinhas e Blogosfera terá post toda semana

RAPIDINHAS: O Rapidinhas vai passar a ser seção própria, com as pessoas podendo comentar

MÍDIA: Artigos ou posts próprios refletindo a mídia seja a escrita, tv, internet O primeiro post será publicado dia no domingo, dia 26

BLOGOSFERA: Vou passar a comentar e noticiar o que rola na blogosfera, inclusive de  blogs que frequento e gosto muito. O primeiro post irá no ar no dia 23

CLASSE C:  Segundo Flavio Ricco, autores e redatores da Globo estão sendo orientados a pensar em elementos que possam atrair a emergente Classe C já a partir da sua participação nas Oficinas de Roteiro realizadas no Projac. A ordem vale também para o pessoal das novelas, séries, seriados e minisséries. 

MARTIN SCORSESE NO JAPÃO: O cineasta Martin Scirsese participou de um evento promocional do filme A invenção de Hugo Cabret no sábado último (17/02), que teve também a presença da atriz Koyuki.Tanto o filme como o diretor são indicados ao Oscar desse anos.


REPROVAÇÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO DO JAPÃO: O governo do primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, entrou na “zona de perigo” depois da queda de sua aprovação para 29%, informou a agência Kyodo. É o nível mais baixo desde que Noda assumiu o poder em setembro de 2011 e representa um descenso de 6,8 pontos em relação à sondagem de janeiro.







Sábado, Fevereiro 18, 2012

Primeiro-ministro japonês aprova texto que propõe ampla reforma fiscal

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Por Daniel Miyagi

 Em meio a uma série de dificuldades econômicas decorrentes da crise internacional e dos impactos dos acidentes nucleares ocorridos no ano passado no Japão, o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, aprovou ontem(17) uma ampla proposta de reforma fiscal. A iniciativa é avaliada como o primeiro passo para ratificar o polêmico reajuste de impostos e tarifas públicas.
Assisti ontem, o noticiário do jornal NHK News 9, é o Jornal Nacional do canal público. O primeiro-ministro Yoshihiko Noda esteve nos estúdios do jornal, dando uma entrevista, explicando a necessidade da aprovação do texto da reforma fiscal. Noda alertou na necessidade dessa reforma, pois o Japão pode ser a bola da vez no rebaixamento de notas das agência de risco, e ser o desencadeador asiático da crise econômica mundial.

No texto da proposta, o governo sugere reajustar, em 2014, o imposto sobre o consumo de 5% para 8%. Depois, em 2015, o aumento deve chegar a 10%.

De acordo com as autoridades japonesas, o objetivo da reforma fiscal é cobrir os custos da Previdência e revisar as despesas públicas. Também está em estudo a redução do número de assentos no Parlamento – formado pelas Câmaras de Representantes, com 48 membros, e a de Conselheiros, com 242 integrantes.

Só esse ano, o parlamento japonês aprovou diversas vezes o orçamento para o ano fiscal de 2012, devido as despesas para a reconstrução dos locais afetados pelo terremoto e tsunami na região de Miyagi e Iwate
O governo pretende ainda reduzir os salários dos funcionários públicos. As autoridades japonesas devem apresentar a reforma fiscal ao Parlamento no final de março. Os parlamentares devem referendar o texto para ele passar a valer.

A economia japonesa encolheu em um ritmo anual de 2,3% no último trimestre de 2011, sendo o dobro previsto pelos analistas. As exportações foram totalmente afetadas pela forte valorização do yene, pela crise na União Européia, e as enchentes na Tailândia. Sem falar no terrível terremoto ocorrido em 11 de março do ano passado e o desastre nuclear em Fukushima.

Em consequência disso, os saláiros no Japão caíram pela primeira vez em 2 anos. Segundo o Ministério do Trabalho, os salários para os trabalhadores em 33.000 empresas no ano passado tinham uma média de ¥ 316.000 yenes por mês mais ou menos  U$4.150 dólares, uma queda de 0,2% em relação a 2010. Foi o segundo nível mais baixo desde que começou a pesquisa em 1990

Nessa sexta (dia 17/02), o índice Nikkei subiu 1,58%, o maior nível dos últimos seis meses, com as exportadoras e as financiadoras liderando ganhos, e o dólar fechou na casa dos 79 yenes, motivo de comemoração para as fábricas exportadoras.
Os motivos eram os sinais de que as autoridades financeiras da zona do euro aprovarão em breve o resgate financeiro à  Grécia, dados de uma melhora na indústria e o emprego nos Estados Unidos e a expectativa da aprovação do texto pelo primeiro-ministro Yoshihiko Noda

Segundo pesquisa realizada pela NHK mês passado ,o apoio à gestão do governo de Yoshihiko Noda subiu para 31%, segundo pesquisa realizada pela NHK. No mês passado a aprovação foi de 30%. A desaprovação caiu em relação à enquete anterior para 48%. No entanto, continua sendo superior a sua aprovação.  Mas o dado importante dessa pesquisa e que não se comenta é que é a primeira vez que um primeiro-ministro  depois de 3 anos, consegue estagnar a curva descendente de popularidade.

Normalmente, ao começar o mandato, o primeiro-ministro japonês (seja ele qual for)  tem uma boa aprovação, devido a expectativa de melhorar a condução da economia, e ao longo do tempo sua aprovação ir declinando.

Resta saber como a população vai reagir com o anúncio dessa reforma fiscal proposto por Noda já que a maioria esmagadora da população japonesa é contra o aumento do imposto sobre o consumo.
Daniel Miyagi

Governo Dilma: o mais fechado governo do Brasil moderno

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 O mais fechado governo do Brasil moderno
  Por Luis Nassif

     Em administração. um dos riscos da gestores auto-suficientes é o da "entropia" na empresa. Não sei se o termo, emprestado da física, é o mais adequado. Mas descreve aquelas situações em que a empresa se fecha em si mesma, não se abrindo para as informações do mundo exterior.
     De certo modo é o que ocorre no governo Dilma Rousseff. Trata-se do governo mais fechado para informações que já acompanhei, mesmo comparando com o governo Geisel.
      Há vantagens e desvantagens nesse modelo.
     O governo Serra, em São Paulo, foi tão fechado quanto. Mas era um governo sem gestão, sem objetivos e sem metas.
     Já o governo Dilma é obcecado com gestão, pretende o controle de todas as pontas dos processo decisórios internos.
     Além disso, definiu um conjunto de objetivos de governo: erradicação da miséria absoluta, ampliação dos investimentos públicos, melhoria de gestão em todos os níveis.
     Há que se pesar prós e contras dessa política de fechamento.
     A favor, o fato de reduzir os curtos circuitos na mídia. Há muito as informações se transformaram em arma de guerra; e, em sendo guerra, o governo decidiu restringi-las durante o processo decisório.
     Reduz-se o potencial de intriga e de atuação de lobbies econômicos e políticos, defende-se a lógica intrínseca de cada programa contra concessões políticas de todos os níveis. Ele sai limpo, asséptico, objetivo como pensou o gestor. E, provavelmente, com inúmeras falhas.
     Isso porque, ao colocar o gestor em uma bolha de plástico, ele passa a ser o único responsável - com o olhos de Deus da presidência sobre ele - por todo o processo de tomada de decisão. À sociedade é divulgado, depois, apenas o resultado final, irrecorrível.
     É aí que começam a aparecer as contraindicações do isolamento.
     Qualquer projeto embute um conjunto de decisões, cada qual com desdobramentos sobre seu entorno.   É impossível, a um gestor, captar a priori todos os desdobramentos. Em medidas que mexem com estruturas sociais, econômicas, políticas, muitas vezes a solução ótima (menor custo, melhor qualidade) pode não ser a melhor solução.
    Havia uma ONG que reunia um número considerável de pessoas humildes, que se especializaram em abrir poços com uma tecnologia própria. Decidiu-se que seria mais barato e eficaz utilizar matéria plástica, poços mais econômicos, mais rápidos de serem construídos. Ocorre que esse modelo simplesmente significaria a desarticulação de toda uma comunidade produtiva.
    Qual seria a melhor decisão? Mais que isso: quem deveria arbitrar a solução? Sem discussão, o gestor não terá inputs suficientes para analisar prós e contras de sua decisão.
    Não que Dilma seja impermeável aos bons argumentos.
    Alguns dos mais relevantes projetos dos últimos anos - como Minha Casa, Minha Vida e o crédito consignado - foram construídos em colaboração estreita com o setor privado.
   O próprio modelo do setor elétrico, que salvou o país após o apagão, foi aprimorado com a então     Ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff se abrindo para as críticas pertinentes ao seu modelo inicial.
   Só que, ao tornar o processo fechado, participa da discussão quem o gestor decidir que deve participar.O processo continua viciado da mesma maneira.

Jornalista econômico e editor do site www.advivo.com.br/luisnassif

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012

O medo do hétero diante do gay

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O medo do hétero diante do gay   
Por Cynara Menezes


Temos visto várias notícias de homens que se assumiram gays em circunstâncias esquisitas. O curioso é o completo pânico heterossexual que vejo por trás de quem as lê
Outro dia, numa festa, um grupo de homens comentava numa rodinha que um amigo tinha virado gay. Separou da mulher e virou gay. Assim, como quem descobre de um dia para o outro que prefere uva a maçã. “Eu sempre achei que ele levava jeito”, disse um deles. Não foi o suficiente para acalmar os demais. Reparei na risada um tanto nervosa daqueles machos cinquentões, como se aquele acontecimento tivesse o poder de balançar suas certezas, de lhes plantar uma pulga atrás da orelha: será que eu também…? Não foi a primeira vez que presenciei conversas do gênero. Ao contrário, elas têm se tornado cada vez mais frequentes.

Tenho notado também que, nos últimos tempos, volta e meia aparece uma notícia bizarra envolvendo se tornar homossexual num piscar de olhos. Literalmente. Em novembro passado, veio à tona a história do jogador de rúgbi britânico que, ao acordar do coma após sofrer um AVC, se descobriu gay, pintou o cabelo, emagreceu, começou a malhar na academia e arranjou um namorado. “Sei que parece estranho, mas quando ganhei consciência, imediatamente me senti diferente. Não estava mais interessado em mulheres, eu era definitivamente gay. E nunca tinha sentido atração por homens antes”, jurou o rapaz.
Na semana passada, uma transexual americana de 40 anos revelou que se chamava Ted, era felizmente casado com uma mulher e tinha dois filhos, até que, em uma tarde ensolarada de primavera, foi picado por uma abelha. Seu organismo passou então a perder testosterona, o hormônio masculino. Ao passar as mãos sobre sua pele e senti-la macia, gostou da metamorfose e resolveu ir mais fundo: fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Ao contrário do jogador de rúgbi, porém, ela admitiu que, quando criança, brincava de se vestir de menina e tinha sentimentos ambíguos em relação à sua identidade.
Vejo dois sintomas aí: um é a relativa conveniência da situação. Deve ser bem mais cômodo atribuir a homossexualidade a um AVC ou a uma picadura (ops) de abelha do que admitir que sempre sentiu atração por pessoas do mesmo sexo. Algo como: “Ah, eu era superhetero e tinha três namoradas, até que um raio caiu na minha cabeça numa sexta-feira 13 e virei gay”. Ou: “Eu tinha uma família adorável com mulher e cinco filhos, mas um dia tomei por engano uma caixa de paracetamol e agora me sinto atraído por homens”. Num passe de mágica, contorna-se o conflito com a família e a sociedade: foi só um efeito colateral, gente.
Outro sintoma, mais subjetivo, é o completo pânico heterossexual que vejo por trás dessas notícias. “Quer dizer que eu também posso virar gay assim, sem mais nem menos?” Tenho observado que, com a maior divulgação da causa gay e a maior visibilidade dos próprios homossexuais, o mundinho hétero entrou em polvorosa. Como se os machos tivessem se transformado em uma espécie em extinção. Como se a homossexualidade fosse contagiosa e os que se salvarem da “praga” não fossem resistir ao meteoro que irá se chocar contra a Terra em 2014, matando todos os heterossexuais, assim como aconteceu com os dinossauros: bum! Ah, vocês não estavam sabendo disso? Brincadeirinha…
(Um terceiro sintoma poderia ser o desejo oculto de alguns de que o tal raio da homossexualidade caísse de uma vez por todas em sua cabeça. “Que alívio!” Mas esse eu deixo para os psicanalistas.)
Honestamente, rapazes? Não entendo do que vocês sentem tanto medo. Alguns dos homens mais bem resolvidos que eu conheci confessaram já ter sentido dúvidas em relação a sua sexualidade. Outros – menos numerosos, é verdade – até assumiram ter tido uma ou outra experienciazinha com o mesmo sexo, na infância e até depois dela. Relaxem, garotos. Tenho certeza que vai haver menos homofobia e mais tolerância no mundo no dia em que todo macho do planeta for capaz de admitir que pelo menos em algum momento da vida, por fugaz que fosse, passou pela sua cabeça que… Talvez… Quem sabe? E o que é que tem de mal nisso

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

pergunta

Partilhar No rapidinhas do dia 26 esqueci de tirar o link para comentários. Ao mesmo tempo que algumas pessoas comentaram o rapidinhas, no twitter também teve resposta . É no  twitter que tenho mais resposta de certos posts.

Pergunta: deixo o rapidinhas como uma seção fixa, aberto a comentários, ou continuo fazendo como agora, faço atualizações e vou apagando o rapidinhas anterior?

Os três períodos da Globo

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Por Daniel Miyagi

      Podemos afirmar que a Globo teve três períodos:
     A primeira, com a dupla Walter Clark e José Bonifácio de Oliveira, o Boni, período que  foi desde da segunda metade da década de 60 até o final da década de 90, mais precisamente 1997, quando Boni deixou a vice-presidência de operações da Globo. Foi nesse período que a dupla Clark-Boni implantou a famosa grade de programação da Globo, sendo que a maior parte dessa grade persiste ainda hoje. Foi durante o auge da ditadura militar que Boni desenhou o novo perfil da Globo.
     Como foi visto recentemente na bem sucedida  minissérie (sim, ainda utilizo um termo antigo) ou macrosérie como preferem Dercy de Verdade, escrita por Maria Adelaide Amaral e dirigida por Jorge Fernando. Boni acabou com os programas de linha populares assistencialistas, alguns até mundo cão. Durante o regime militar,impedida pela censura de apresentar seus programas de comédias, Dercy Gonçalves passou a apresentar um programa que chegava durar mais de duas horas de exibição, ao vivo, assistencialista, que ela atendia pedidos da população mais carente, com críticas ao governo militar. Mesmo dando um ibope de mais de 70% de audiência, Boni decidiu acabar com o programa. Na macrosérie, o personagem Boni alegou que os militares estavam pedindo a cabeça da Dercy. É verdade, mas não por inteira, Boni, decidiu acabar com esses programas popularescos assistencialistas e mundo cão, mesmo dando grande audiência. Jacinto Figueira Junior, o famoso Homem do Sapato Branco, que fazia um programa nessa linha também foi demitido. Querendo mudar a imagem da Globo, vindo egresso dos Estados Unidos, ele ficou impressionado com a televisão norte-americana, e quis moldar com base nesse tipo de televisão. Criou a famosa grade do horário nobre que até hoje vemos, que são as novelas das 18, 19 e 20 horas , intercalado de jornalismo (primeiro o jornal local , depois o mais importante, o Jornal Nacional) terminando com programas de entretenimento. Foi nesse período que a dramaturgia na tv alcançou  a qualidade artística e reconhecimento popular, dando sua visão artística para a Globo
     O segundo período foi mais curto, foi com a chegada de Marluce Dias da Silva ao comando da Globo. Marluce passou a ser a diretora-geral  de 1997, tendo se afastar de suas funções em 2002 para tratamento de um câncer. Diferente de Boni, Marluce tinha uma visão mais administrativa. Já durante os anos 90, a emissora do doutor Roberto Marinho passava perder (senão perder a liderança no horário, a emissora incomodava)  para algumas novelas da antiga Manchete como Pantanal e Dona Beija, o SBT por outro lado, teve novelas exibidas com sucesso (e algumas com qualidade impecável) como Carrossel, Chiquititas, Éramos Seis. O programa popularesco Ratnho Livre , primeiro na Record em 1997, no ano seguinte no SBT, também passou a incomodar a vénus platinada. Foi na gestão Marluce que a dramaturgia começou a sentir queda de qualidade. Malhação, que começou como inovação, passou e passa a ser exibida ininterruptamente,  e as novelas, embora ainda que continuasse com sua liderança na audiência, vinha o ibope decrescer com textos de qualidade inferior. A faixa das 19 horas foi o que mais sentiu com novelas do tipo Corpo Dourado (de Antonio Calmon), Zazá (o grande Lauro Cesar Muniz) e Desejos de Mulher (Euclydes Marinho, autor do ótimo O Brado Retumbante). Na faixa das 20 horas, havia um desequilíbrio de textos, como Suave Veneno (Aguinaldo Silva) e Torre de Babel (Silvio de Abreu) , uma procura de tentar sofisticar temas como Shakespeare (Aguinaldo Silva queria retratar Rei Lear em Suave Veneno, mas teve que realinhar totalmente sua novela) ou tratar de temas muito fortes para uma classe média conservadora que ia nos programas policialescos como Ratinho ou novelas populares do SBT. Em Torre de Babel foi uma novela problemática para Silvio de Abreu, o personagem de Marcelo Antony, que era dependente químico  e as personagens de Christiane Torloni e Pfeifer, que eram lésbicas, mais o personagem de Tony Ramos, um ex-presidiário, foram rejeitados pelo público.
     O terceiro período da Globo , começou a partir de 2002 e vai até os dias de hoje, com Otávio Florisbal  substituindo Marluce e tendo Manoel Martins como diretor geral de Entretenimentos. Se Boni passou sua visão artística e Marluce uma visão administrativa, Manoel Martins tem uma visão comercial, e seus programas de entretenimento se enquadram nessa questão. Lauro Cesar Muniz saiu da Globo por reclamar no comodismo a falta de ousadia que se tornou a emissora principalmente no período Marluce. Não é a toa, os seus últimos trabalhos lá (a novela Zaza em 1997 e a minissérie Aquarela do Brasil em 2000)  não o satisfizeram artisticamente . Foi para a Record com a perspectiva de escrever novelas mais ousadas e, de fato, suas produções na emissora do bispo Edir Macedo ( Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo) deram um frescor na qualidade dramatúrgica e provavelmente seria impensável fazer na Globo.
     Manoel Martins quebrou o padrão rígido de programação no horário nobre, com os mesmos programas durante o ano inteiro. Passou a fazer programas e séries de curta temporada, com duração de dois a seis meses. Em parceria com produtoras independentes e cineastas consagrados como Fernando Meirelles e Hector Babenco, produziu séries como Carandiru, Cidade dos Homens, Ó Paíó e Som e Fúria. As minisséries, que tinham duração de 30 a 40 capítulos em média, passaram a ser de 4 capítulos (Maysa, Dalva e Herivelto, Dercy de Verdade) e em suas novelas passou investir também em novos autores,. surgiram nomes como João Emanuel Carneiro, Duca Rachid, Telma Guedes, Andréa Maltarolli e Elizabeth Jhin. E começou a veicular os reality shows, sendo o Big Brother Brasil  o principal, e um dos maiores sucessos de audiência e faturamento.
    Esse período coincide com a eleição do presidente Lula e o PT no governo na presidência do Brasil. Foi Lula , o responsável da inclusão de mais de trinta milhões de brasileiros da extrema pobreza para a classe média.  Além disso, com o acirramento da concorrência da Record, o surgimento de novas mídias como a internet, canais a pago, o maior poder aquisitivo fizeram os brasileiros a ter mais opções de lazer como os dvds, cinema, a atual juventude não prende mais facilmente em frente a televisão e respondem rapidamente que as mídias tradicionais através das redes sociais.
    Entramos na década de 2010, e a Globo entra em novos desafios e questões. Sua programação gradativamente vem sendo produzida de olho nessa nova classe C. Um exemplo bem feito e vitorioso é a série Tapas e Beijos. Ao mesmo tempo é fato que hoje o espectador , principalmente o mais jovem tem uma dinâmica mais rápida, assiste querendo interferir e opinar, sua opinião repercute através do Facebook e twitter. Daí realitys  como BBB e A Fazenda fazerem tanto sucesso e os programas de fofoca  estarem na programação da tarde de várias emissoras.
     Aí que entra  a questão, programas como Malhação e Big Brother Brasil já estão visivelmente desgastados. Malhação, com o argumento de ser um celeiro de novos talentos, continua no ar, a cada nova temporada perde audiência, e suas histórias em nada dizem. Já o BBB, apesar de ser ainda uma grande audiência e um bom faturamento, a partir do ano retrasado passou dos limites , querendo polemizar com assuntos verdadeiramente sérios como se fossem algo corriqueiro. Ano retrasado com a ascensão e vitória do Marcelo Dourado, uma pessoa homofóbica levada ao posto de pop star, e esse ano querendo usar um tema de extrema importância, como a questão do estupro, como uma consequência de um jogo, e sua imagem, ficando extremamente afetada. Esses são apenas de alguns exemplos de programas desgastados
     O grande problema , é que a Globo, mesmo tendo consciência de que é preciso acabar com alguns programas, seja pelo desgaste, seja pela baixa qualidade, seja pela sua própria sobrevivência financeira e moral, não tem o que colocar, não tem coragem de acabar com esses tipos de programas.
     Essa é uma questão que a Globo tem que pensar seriamente o mais rápido possível se ela não quer, além do aspecto financeiro, ver perder o que tem de maior, a sua credibilidade diante da classe conservadora do país.